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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A POLÍTICA

Apesar da política ter historicamente sido considerada uma profissão honrada, muitas pessoas hoje, mesmo em países democráticos, têm uma opinião negativa a respeito dos políticos como classe. Eles são vistos, às vezes, como pessoas inescrupulosas, cujas promessas não são verdadeiras. Também são, ocasionalmente, acusados de desvios de verba para o seu próprio interesse e não para o interesse do povo e demais desvios de caráter. De fato, casos de corrupção política não são raros.
Em muitos países, a classe política é composta de pessoas ricas, ou de indivíduos que dependem da classe mais rica da sociedade para se eleger. Esse fato não se restringe a um partido político, sistema de governo ou país específicos; é, ao contrário, um problema altamente difundido na política da maioria dos países democráticos, e é considerado um problema por muitos.
Uma outra crítica aos políticos é em relação àqueles chamados "políticos profissionais", políticos que exercem diversos mandatos e ganham dinheiro unicamente com esses mandatos.
Outra frequente crítica aos políticos, e à política em geral, é a incapacidade de muitos políticos em entender conceitos básicos da economia. Muitos cargos políticos não têm pré-requisitos de formação educacional, e muitos políticos têm pouca ou nenhuma formação na área de administração. Mesmo assim, os políticos têm responsabilidades em áreas de gestão e de tomada de decisão que exigem conhecimentos em economia, finanças e administração pública.
No Brasil, eles são vistos como ladrões do dinheiro publico, pois praticam nepotismo, desvio de verba, quebra de decoro parlamentar, quebra de sigilo bancário, superfaturamento de obras, licitações fraudulentas. Além disso, o parlamentar brasileiro é o mais caro do mundo.
Mesmo com todos os contras os políticos brasileiros ainda se mantem no poder, principalmente porque o poder acaba passando de pai para filho.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BRASÍLIA CHEGA AOS 50 ANOS DESMODERNIZADA


qua, 24/02/10 | categoria Governo, Política | tags Brasil, Brasília, Corrupção, Governo
Sobre o governador de Brasília e seus comparsas:
A decisão sobre a intervenção federal demora. Em outro país, um flagra desses, de políticos recebendo dinheiro, resultaria em medida drástica contra o flagrado. Aqui demorou três meses, porque se apostou na impunidade, na cultura de que isso é normal na política.
A Justiça não está satisfeita. O presidente do Supremo Tribunal Federal chegou a dizer que há, em Brasília, “uma metástase”. O procurador-geral quer intervenção federal, o que os políticos locais não querem. Supõe-se que sendo ruim para eles será bom para Brasília.
Se levarmos em conta o que eles fizeram com os votos dos brasilienses desde que se criou essa autonomia política sem autonomia fiscal. O que sustenta Brasília é o imposto de todos os brasileiros.
Amigos de Juscelino dizem que quando JK veio para Brasília, ele disse que ia se livrar – e livrar os presidentes futuros – da “gaiola de ouro”, a câmara de vereadores do Rio de Janeiro. Só que nos últimos 20 anos nós formamos a nossa, concretamente. Está pronto o novo e suntuoso Palácio Legislativo, com área de cinco campos de futebol – para 24 deputados. Constrangidos, eles ainda não se mudaram. Custou R$ 120 milhões, triplicou o orçamento inicial, sabe-as lá como.
Na discussão disso tudo, vem a pergunta: o que é o Distrito Federal? Não é um estado, não é um município. É apenas o distrito sede do governo federal.
Fica também a dúvida: o que fizeram com o voto conquistado de Brasília? Eleitos provocaram uma explosão demográfica, desordem na ocupação do solo, legislaram em causa própria. Veio a segurança pública em uma cidade que era segura, a saúde pública ficou péssima, a educação, sofrível, asfalto mal feito.
Falta para hospitais e escolas o que sobrou para Palácios Legislativos, para meias e bolsas. Ou seja, Brasília chega aos 50 anos desmodernizada por mazelas do Brasil antiquado.