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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Irã concorda em fazer troca de combustível nuclear na Turquia

Acordo foi anunciado nesta segunda-feira (17) após negociações.
Ministro turco disse que não há mais justificativas para sanções contra o Irã.

Segundo o acordo, o Irã enviará 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento para a Turquia, que devolverá o material enriquecido para um reator de pesquisas do Irã. Depois de até um ano, o Irã deverá receber 120kg de urânio enriquecido a 20%. De acordo com o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, o urânio enriquecido estará sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica na Turquia.
"A diplomacia venceu hoje", diz Lula
Irã concorda em fazer troca de combustível nuclear na 
TurquiaO acordo sobre o enriquecimento de urânio foi assinado nesta segunda-feira (17) (Foto: Morteza Nikoubazl/Reuters)
Após a assinatura do acordo, o ministro de Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, disse que não há mais justificativas para outras sanções e pressões das Nações Unidas sobre o Irã a respeito da questão nuclear. Os EUA ainda não se pronunciaram sobre o acordo.
Assim que assinou o acordo, o presidente iraniano iniciou ligações rápidas para os países membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra), além da Alemanha. “É o momento de esses países iniciarem conversas com o Irã baseadas na honestidade, Justiça e respeito mútuo”, disse.
Viagem de Lula
Lula desembarcou na noite de sábado no Irã em busca de tentar o acordo nuclear com o país. A visita do presidente foi considerada por potências internacionais a última chance de evitar uma nova rodada de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Irã, cujo programa nuclear é visto com desconfiança, principalmente pelos Estados Unidos.
Em outubro, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs ao Irã que enviasse 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã. O país chegou a concordar com o acordo no início, mas depois impôs condições como a de só trocar seu material por urânio em níveis maiores de enriquecimento e somente no seu próprio território, termos que as outras partes envolvidas no acordo consideraram inaceitáveis.
Antes de embarcar para Teerã, Lula havia falado em "99% de chances" de chegar a um acordo com o país de Ahmadinejad. Por sua vez, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, informou no sábado (15) que havia a possibilidade de fechar um "sério acordo" com o Brasil para a troca de combustível nuclear.

Lula é eleito o líder mais influente do mundo pela “Time”. Bye bye Serra 2010


Agora é que o FHC vai cortar os pulsos
Saiu no UOL:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito nesta quinta-feira (29) pela revista americana “Time” como o líder mais influente do mundo. Lula encabeça o ranking de 25 nomes e é seguido por J.T Wang, presidente da empresa de computadores pessoais Acer, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o presidente americano Barack Obama e Ron Bloom, assessor sênior do secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
No perfil escrito pelo cineasta Michael Moore, o programa Fome Zero (praticamente substituído pelo Bolsa Família) é citado como destaque no governo do PT como uma das conquistas para levar o Brasil ao “primeiro mundo”. A história de vida de Lula também é ressaltada por Moore, que chama o presidente brasileiro de “verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina”.
A revista lembra quando Lula, aos 25 anos, perdeu sua primeira esposa Maria grávida de oito meses pelo fato dos dois não terem acesso a um plano de saúde decente. Ironizando, Moore dá um recado aos bilionários do mundo: “deixem os povos terem bons cuidados de saúde e eles causarão muito menos problemas para vocês”.

Só arroto de boi equivale a 69% dos gases-estufa por desmate no Cerrado

Filed Under  by Prof Marcos Francioly
(MEIO AMBIENTE)
As emissões de metano liberadas por arrotos de bois e vacas que pastam no Cerrado equivalem a nada menos que 69% do total de gases-estufa emitidos por desflorestamento e queimadas para pastagens nessa região. O bom funcionamento estomacal do gado libera metano (CH4), um gás suficientemente potente para entrar nos cálculos do aquecimento global .
Na Amazônia o rebanho bovino não é tão ambientalmente incorreto: a fermentação entérica naquele bioma equivale a 10% do estrago causado para implantar pastagens.
Os dados são de estudo coordenado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. O trabalho mostra, pela primeira vez, que metade das emissões de gases-estufa do Brasil vem da pecuária .
 Para reduzir essa fermentação nociva ao planeta, os especialistas recomendam melhoria genética do rebanho e “melhoria na dieta”.
O Brasil tem aproximadamente 190 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho bovino comercial do mundo. Dá um boi ou vaca para cada habitante. As exportações da carne representam cerca de 24% da produção total, sendo a Rússia a maior importadora.
 A boa notícia é que as emissões da pecuária recuaram de 1,090 bilhão de toneladas para 813 milhões entre 2003 e 2008, seguindo o recuo do desmatamento em si. Na Amazônia, o recuo foi de 775 milhões para 499 milhões; no Cerrado, 231 milhões para 229 milhões; no resto do país, 87 milhões para 84 milhões.


domingo, 16 de maio de 2010

Rapidinha

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'Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta?' - Dorival Caymi.

O Brasil deve ou não construir a usina hidrelétrica de Belo Monte?

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O debate dos últimos tempos vem girando em torno da construção da Usina de Belo Monte no Pará. Vários setores da sociedade e ambientalistas do Brasil e do exterior, têm se posicionado contra a construção da barragem. Eles afirmam que o projeto trará prejuízos para o meio ambiente e para os povos da região onde deverá ser construída a usina.
Por outro lado, o governo afirma que a barragem é de fundamental importância para evitar problemas futuros com fornecimento de energia elétrica e possíveis “apagões”. Qual é sua opinião sobre este assunto? O Brasil deve ou não dar continuidade ao projeto de construção da Belo Monte?
.Sou contra a construção. Ela trará danos irreparáveis ao meio ambiente.
.Sou a favor. É possível construí-la sem degradar o meio ambiente.
.Não tenho opinião formada sobre o assunto.
Pense sobre o assunto...

Os Desiguais

CULTURA
THEÓFILO SILVA
Reprodução da internetQuando Hamlet é informado que seu tio Cláudio corrompeu-se, ele toma consciência que a Dinamarca está correndo perigo e, em desespero, conversa consigo mesmo: “Ah! Se esta sólida completamente sólida carne pudesse ser dissolvida numa gota de orvalho”.
Sinto ter de usar uma tão linda frase de Shakespeare para tocar num assunto que aparentemente não tem nada a ver com o tema que vou tratar aqui. Mas, como as instituições brasileiras que têm algum membro envolvido em escândalos, em sua defesa, continuam a usar a expressão “vamos cortar na própria carne” e quase nunca o fazem, a palavra carne, contida nas duas citações, vai servir ao meu raciocínio.
Refiro-me a praga do Corporativismo, uma doença brasileira que tem contribuído para corroer o tecido do Estado e, servido de biombo para esconder pessoas que cometem graves infrações de natureza moral e ética. Um mal arraigado que atinge com maior força as instituições do próprio Estado ou de defesa da sociedade. Os poderes legislativo e judiciário, o ministério público e a polícia federal pertencem a essa categoria. Qualquer denúncia, por mais forte que seja, contra um membro dessas instituições é imediatamente rechaçada ou abafada em procedimentos internos que nunca dão em nada.
No que concerne ao poder legislativo, não há muito que fazer, já que boa parte da classe política está desmoralizada. No poder judiciário, temos o caso de um juiz do STJ que está afastado do tribunal há quase três anos, mas continua usufruindo das benesses do cargo. O ministério público de São Paulo se nega a expulsar de seus quadros um promotor assassino confesso, e o de Brasília, nada fez quanto as graves denúncias contra o seu procurador-geral durante a operação Caixa de Pandora. A polícia federal e o ministério da justiça recusaram com veemência as pesadíssimas denúncias feitas pelo Estadão (a denúncia é da própria PF) esta semana contra um famoso delegado paulista que ocupa um alto cargo no executivo.
Na verdade, as corregedorias dessas instituições são quase ornamentais. Encontrar uma denúncia contra um de seus membros, por mais forte que seja, que tenha acabado em punição, é perda de tempo. Essas instituições têm um espírito de corpo terrível, funcionam como uma família. “A ovelha desgarrada deve ser protegida”. É assim que eles agem, contrariando a máxima de que todos são iguais perante a lei. Somos seres humanos, passíveis de uma série de influências: caráter, personalidade, genética. Somos falíveis. No entanto, esses grupos só reconhecem isso nos outros cidadãos, pois se acham diferentes.
Nas nações evoluídas, o corporativismo é forte, mas ocorre de forma contrária. O membro que ofendeu o corpo é expulso para preservar o todo. É como um tumor que apareceu e precisa ser extirpado. Aqui se anda com o corpo ferido, desde que seja para proteger-se a si mesmo. “Afinal, eu poderei fazer o mesmo amanhã”!
Sabemos que a carne não se desmancha em gotas de orvalho, como deseja Hamlet, no entanto a sociedade ferida se dissolve em lágrimas, causadas pela dor de uma injustiça que deveria ter sido reparada por iguais que se acham mais iguais do que os outros.
Theófilo Silva é autor do livro "A Paixão Segundo Shakespeare"

sábado, 15 de maio de 2010

Lula e o Irã

Na sua opinião, a viagem de Lula ao Irã é
a) um grave erro;
b) uma boa tentativa;
c) um tropeço que vai causar muitos problemas ao Brasil;
d) um motivo para rirem de nós...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ficha como?

...
Não se alegre. Ficha limpa não será para essas eleições. E, daqui até as próximas eleições, há tempo suficiente para deixar a coisa mais palatável para Suas Excelências. A lei é daquelas que só vão vigorar se não fizerem mal a ninguém.

Racismo público, mas sem noticiário

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Um espantoso pedido foi feito pelo chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia à Universidade de São Paulo: que indique pesquisadores e cientistas de origem árabe "tendo em vista o desenvolvimento de programas e projetos de cooperação em Ciência e Tecnologia entre nosso País e os Países árabes". O absurdo passou em branco pela imprensa.

Não basta ser brasileiro: agora é preciso verificar, como na Alemanha de 70 anos atrás, quem são os pais, avós e bisavós de nossos cientistas, para que possam participar de projetos de cooperação. O professor César Lattes, orgulho da Física brasileira, não estaria enquadrado na restrição étnica do Ministério da Ciência e Tecnologia; nem o professor Isaías Raw, que comanda com brilho o Instituto Butantan; nem o médico José Gomes Temporão, nosso ministro da Saúde. Nem, saliente-se, o engenheiro eletrônico Sérgio Machado Rezende, mestre e doutor pelo Massachusetts Institute of Technology e ministro da Ciência e Tecnologia, exatamente da pasta onde foi cometida essa tremenda escorregada.

Nos Estados Unidos, um descendente de alemães, Eisenhower, comandou tropas americanas, inglesas, canadenses e francesas no combate ao Exército nazista. Não se procurou um general "com ascendência anglo-saxã". Havia alemães, italianos, americanos das mais variadas origens, no Projeto Manhattan, que criou a bomba atômica. Um judeu russo, Irving Berlin, compôs a mais conhecida das músicas americanas de Natal, White Christmas, e o hino nacional extraoficial dos Estados Unidos, "God Bless America". Os reis da Inglaterra têm origem alemã; a rainha da Suécia é filha de brasileira. O presidente dos Estados Unidos é filho de queniano. Mas cientista brasileiro, para participar de um projeto de cooperação com países árabes, tem de ter ascendência árabe. E nossa imprensa, para se manifestar, precisa ser provocada por algum evento especial?

Há no Brasil notáveis cientistas e professores de origem árabe, que sem dúvida estão entre os melhores do país. Mas não é sua origem que deve determinar as atividades que vai desempenhar: é sua competência, sua capacidade, seu reconhecimento. A exigência do Ministério da Ciência e Tecnologia é tão estrambólica que a USP se esquivou delicadamente de cooperar. Divulgou a mensagem do Ministério da Ciência e Tecnologia, colocou-se como mera repassadora da estranha solicitação e informou aos professores interessados que poderiam dirigir-se diretamente ao chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCT, pelo e-mail (como os endereços e telefones são públicos, eu tomo a liberdade de divulgá-los) secassin@mct.gov.br ou pelos telefones (61) 3317-7777 e (61) 3317-7733. 
secassin@mct.gov.br
Alô, ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi! É lícito discriminar entre brasileiros, ainda mais com base em seus antepassados? A igualdade, com a liberdade e a fraternidade, não faz parte dos Direitos Humanos? Alô, ministro da Igualdade Racial, Édson Santos: vai ficar por isso mesmo? Que igualdade racial é essa, que vai buscar a ascendência dos brasileiros para aproveitar ou não seu talento e sua capacidade de trabalho?

E, principalmente, alô, jornais, revistas, rádio, TV, Internet, blogs, imprensa em geral: que tal cuidar desse assunto grave em vez de limitar-se a fofoquinhas eleitorais? Quedar-se em silêncio diante da discriminação é inaceitável.