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domingo, 21 de março de 2010

Do Alto dos Alpes
Hugo Chávez gosta é de relógio suiço...


O evangelho só vale para os outros. Essa máxima poderia se aplicar ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pelo menos se a notícia publicada no jornal dominical estiver correta.
Ela revela que o líder bolivariano, o mesmo que prega à sua população a economia da água através de medidas curiosas como ir ao banheiro sem acender a luz ou banhos de apenas três minutos, teria comprado há pouco tempo um relógio da marca fina Franck Muller. A peça, intitulada Aeternitas 2, custa a bagatela de 170 mil francos (283 mil reais) nas lojas aqui do país. A informação foi dada por um distribuidor da marca na Venezuela e que, após pagar, confirmou ser a peça destinada a Chávez.
Depois são as mulheres que falam demais...

Não li isso em lugar algum. Aliás, oficialmente, não sabemos porque o presidente do Brasil, que vai a tudo que é festa internacional, não foi à posse de Piñera, na semana passada. Mas eu desconfio que foi por isto:
Lula não resistiu e foi fazer campanha no Chile logo após o brutal terremoto que devastou parte daquele país.
Michelle Bachelet teve que largar o que estava fazendo para recebê-lo no aeroporto, e como se fosse pouco, ainda ouvir um discurso. Nele, Lula disse essa pérola: "graças a Deus, não houve vítimas entre os brasileiros".
A presidente, com a expressão devastada pelas centenas de mortos vítimas do terremoto, só fez olhar para o chão.
Depois desse episódio que não sei como classificar, acho que até o Lula ficou envergonhado de olhar de novo para Michelle Bachelet. Daí ter perdido a festa...
Uma Campanha Curta e Feroz

Dizem que José Serra revelará nos próximos dias aquilo que até seus poucos fios de cabelo sabiam há pelo menos dois anos: que é candidato à Presidência da República. Dizem que Ciro Gomes está descobrindo, nesses últimos dias, que o presidente Lula não o quer como candidato à Presidência. E, sem Lula, não dá. De qualquer forma, com ou sem Ciro, o quadro está montado: é Dilma x Serra, PT x PSDB, com Marina Silva e outros candidatos menores na disputa.
Mas campanha, que é bom e custa caro, é coisa que ainda demora: vem aí a Copa do Mundo, que monopolizará os debates até o início do segundo semestre. O tema é a Seleção, é Dunga, é quem entra na última convocação. Adriano vai? E Ronaldinho Gaúcho? O goleiro reserva é Doni ou Vítor? Terminada a Copa, só então, a partir de julho (e até outubro) teremos a campanha eleitoral.
Será curta, mas pesada: exércitos de militantes (ou, como podem ser chamados, patrulheiros) dos principais candidatos estão a postos, prontos para atacar os adversários. Com a entrada da Internet no circuito eleitoral, a agressividade não tem limites. Há a agressividade natural de pessoas pouco educadas, ou excessivamente entusiasmadas; e já está havendo, é visível, a agressividade encomendada. É o serviço sujo, aqueles ataques baixos que os candidatos evitam fazer para não ficar mal com o eleitor, e que ignoram limites entre o público e o privado.
Vale tudo - desde culpar Dilma por atentados de que não participou até dizer que Serra não gosta de pobres. Ele gosta de todo mundo, desde que vote nele.

BRASIL E ISRAEL


Qual o resultado da visita do presidente Lula a Israel?

1 - Do ponto de vista concreto, ótimo: foi firmado o primeiro acordo de cooperação econômica entre Israel e um país do Mercosul. 

 
2 - Do ponto de vista simbólico, ruim: ao se recusar a visitar o túmulo de Theodor Herzl, o escritor austríaco que há 115 anos publicou o livro "O Estado Judeu", com as bases do sionismo moderno, Lula criou uma polêmica absolutamente inútil. É como se fosse à Índia e se recusasse a visitar o túmulo de Gandhi.


3 - Do ponto de vista de participação nas negociações de paz, risível. Seria a primeira vez que isso daria certo desde o filme "O rato que ruge", de 1959.
STANISLAW PONTE PRETA
(SÉRGIO PORTO)

 
 E uma das suas melhores citações, muito compatível com a época atual:

"Política tem esta desvantagem:de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade"