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domingo, 18 de abril de 2010

Lendo o The Washington Post, 15/04/2010

Obama e o Desafio da Mudança em Ritmo Lento

Barack Obama despertou em mim certa esperança de que o mundo não parou de gerar líderes. Durante sua campanha, foi essa a sensação que tive, depois de muitos e muitos anos sem entusiasmo, aquele, ‘o’ verdadeiro.
Sua vitória foi emocionante. Estudei na Louisiana em 1954 e depois passei uma temporada na capital negra dos EUA, Washington, DC, e talvez isso explique porque cargas d’ água chorei com sua vitória.
Não chorava emocionada com um político desde... sei lá, desde priscas eras.
Veio seu primeiro ano e continuei confiando, mas de vez em quando me perguntava: será que ele vai aguentar o tranco?
Está aguentando.
No bom artigo “Obama e o desafio da mudança em ritmo lento” (The Washington Post, 15 de abril) o autor, David S. Broder diz, textualmente: “Estamos começando a aprender que a presidência Obama será uma era de realizações consistentes mas demoradas - talvez sempre acompanhadas por uma sensação de crise contínua. Seu tão gabado “sangue-frio” lhe permite esperar sem impaciência e a resistir sem demonstrar nervosismo. E espera o mesmo de seus eleitores”.
O articulista continua dizendo que isso lhe ocorreu ao testemunhar em Washintgton, nos últimos dias, como 46 chefes de estado, numa avalanche de conversas e encontros, cederam à promessa de dentro de dois anos o mundo ter dado grandes passos em direção ao controle de armas e combustíveis nucleares.
Desde o ano passado, no encontro em Praga, Obama mostra seu plano: um mundo livre do medo do aniquilamento atômico.
Nesta semana, correspondendo à sua liderança, as nações do mundo (com as poucas e notáveis exceções dos dois lados da disputa Árabes/Israelitas) enviaram seus líderes para a capital americana a fim de assentir com essa aspiração. Daqui a dois anos, eles ou seus sucessores, e nós, veremos qual o progresso alcançado, se pequeno ou grande, em direção a esse objetivo nobre e... vital!
Na verdade, na opinião do articulista, e que eu endosso, podemos perceber que esse é o padrão característico de Obama: devagar e sempre. Nas grandes iniciativas, como no tão discutido programa de saúde pública e em sua política econômica, ele tem ido com aparente pouca sede ao pote para no final conseguir o que pretendia.
Quer dizer: Obama é o cara.

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